sábado, 21 de julho de 2012

Fim do mundo, batalha de Hogwarts e Julie Andrews

A preguiça é uma coisa que combina com esse blog. E combina tão bem que eu geralmente morro de preguiça de vir postar. Claro que depois me arrependo. Mas nisso, o mal já está feito e a memória desvanecida.
Então o relato que se segue são lembranças vagas do que um dia foram sonhos talvez épicos, talvez patéticos, mas ainda assim sonhados.

--- Essa semana que se passou tenho lembrado muito dos sonhos. Acho que foi porque algumas preocupações esmaeceram e porque tenho dormido mais. Dois permaneceram na minha memória: um deles porque aconteceu ontem e o outro porque me pareceu bem impactante. Ei-los:

1.  Era o fim do mundo. E ao mesmo tempo acontecia a batalha de Hogwarts. E eu estava lá, nas colinas que circundam o castelo, olhando para toda aquela destruição, sabendo que ao mesmo tempo o mundo ia acabar. Todo mundo corria de um lado pro outro, o castelo pegava fogo. E eu estava olhando de longe. Havia alguém comigo que eu acho que era o Dumbledore, mas eu não sei dizer precisamente. Eu só sentia aquela presença. Foi quando a "câmera do sonho"/meus olhos/o que seja esse dispositivo pelo qual a gente sonha, deu um zoom até um muro de pedra onde o Snape estava encostado, sentado no chão e encolhido. E eu vi os olhos deles vermelhos, cheios de lágrimas. E foi isso, um relance. Um frame. Essa imagem me fez decidir que eu iria atrás dele nem que fosse a última coisa. A partir dessa parte do sonho eu já não lembro muito bem o que aconteceu. Eu sei que se passou muito tempo. E de repente já era dia, e eu estava andando por uma espécie de cidade, procurando pelo Dumbledore. Ele era a pessoa que estava mais próxima a mim, que eu via sempre nas minhas andanças a procura do Snape. Encontrei ele em meio a uns escombros e nessa altura do sonho todos os bruxos estavam vestido normalmente, com roupas comuns. Eu lembro que até pensei que era estranho as pessoas estarem vestidas assim, "será que o eles estão rodando um ensaio do filme?". O Dumbledore, inclusive, estava sem barba. E por algum motivo bizarro do  meu inconsciente, ele era a cara do Juca de Oliveira. Enfim. Segue-se o sonho e eu encontro o Dumbledore/Albieri no meio dos escombros e pergunto onde está o Snape. Ele me diz que não pode me dizer. Eu insisto que preciso vê-lo. Nesse ponto eu já estou praticamente chorando, no desespero mesmo de querer vê-lo, estar em vias de, e não poder. Insisto até que Albieri/Dumby me diz onde ele está "você vai por ali, sobe as escadas, vira a direita, tome cuidado, está tudo desabando". 
Vou. Eis que estou no meio de uma cidade destruída. Uma coisa meio Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Entro num prédio. É uma biblioteca. Livros espalhados, tudo quebrado. Muitas pessoas se escondem por ali. Eu subo para o segundo andar. Há um sol muito forte brilhando lá fora. Encontro com Snape. Ele está com suas vestes negras habituais. Eu o abraço, mas o que eu imaginei que seria aquele abraço, não é. Sinto que ele está frio, distante. Não sei porque imaginei que seria emocionante esse (re)encontro. Converso algumas coisas, não lembro o que, mas imagino que eu queria dizer que o amava e que sentia saudade mas me sinto cada vez mais distante dele. Parece que vou me distanciando fisicamente dele, até. E o sonho se esvai. Não sei se verdadeiramente, ou só da minha memória.

2. Minha lembrança desse é pouquíssima. Não estou presente no sonho, apenas o assisto. Julie Andrews jovem, cabelos curtinhos da época de Sound of Music, está em algum lugar, prestes a ter um momento romântico com alguém (Capitão Von Trapp? Não sei dizer). E de repente, ela volta a um filme anterior, onde tem que resolver alguma pendência pra poder voltar pra onde estava. E do filme anterior, ela vai indo pra vários outros, sempre voltando no tempo. Vejo ela de relance rapidamente como Mary Poppins, na janela, com as crianças (cena essa que nunca existiu no filme) e parece conversar com elas, muito rapidamente, como se soubesse da necessidade de voltar para seu filme "atual". Ela olha pra mim/para a tela/mas sei que é pra mim, e sorri com cumplicidade. Ambas sabemos e queremos que ela volte para o "presente" para completar sua saga romântica com quer que seja, que nos preencherá de formas diferentes, mas semelhantes. E... foi isso. Ou é disso que me recordo.

Ai, ai, que coisa. Que isso me sirva de lição para escrever imediatamente os sonhos. -not.

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pelas lentes da câmera: tedbecca

sonhei com ted lasso . eu estava e não estava lá. observava e as vezes era personagem. essas maluquices de sempre. pois bem.  eis que estava...