quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

a filha da terra

parei de tomar antidepressivo novamente e meus sonhos estão cada vez mais vívidos e incríveis, longos e estapafúrdios. estou com medo deles e ao mesmo tempo completamente fascinada.

eis que

surge um elixir/remedio/droga que promove o retorno do ser a primeira sensação das experiências que ele tem. e as pessoas piram nisso. PIRAM. todo mundo quer, experimenta, vive nisso loucamente. porque né, quem não quer ter a sensação de uma primeira experiência que ele sabe que foi boa? eis que as pessoas vão pra umas cadeiras, umas espécies de simuladores e ficam lá, sob efeito dessa droga, tendo a experiência.

mas

aos poucos isso sai de controle porque claro. e as pessoas viram escravas disso. e ficam presas em uma outra dimensão. meio que nessa dimensão da experiência. e nessa dimensão, todos os homens tem o mesmo rosto de homem e todas as mulheres tem o mesmo rosto de mulher. nessa dimensão, todo mundo anda em andrajos. e o lugar é super árido, desértico, árvores secas, galhos retorcidos.

presos nessa dimensão esses homens e mulheres começam a buscar pelo "salvador", porque né, vamos buscar Deus. e eles começam a se dividir em grupos e parte acredita que é uma das mulheres que vai salvar todos. outra parte acredita que é um dos homens.

porém

chega um casal (com a mesma face do homem e da mulher de sempre) com uma criança, que é a única criança que existe naquele lugar. e eles dizem que aquela criança nasceu ali naquela dimensão. que ela não é filha de nenhuma daquelas pessoas.
o homem abre um pano que enrolava uma carta e uma adaga, que ele mostra para todos. quando ele começa a ler a carta, por algum motivo eu sei que aquilo já aconteceu, que ele já leu aquela carta antes.
o homem então lê a carta em voz alta: “mestre, aqui está o punhal e dentro dele está a filha da terra que é a salvadora”.

socorro.

pelas lentes da câmera: tedbecca

sonhei com ted lasso . eu estava e não estava lá. observava e as vezes era personagem. essas maluquices de sempre. pois bem.  eis que estava...