quinta-feira, 15 de outubro de 2020

um abraço para uma vida inteira

 noite passada eu sonhei uma coisa muito linda. 

eu estava conversando com a minha mãe. falando pra ela que eu sentia muita saudade de um homem. uma saudade que me dilacerava a alma. o curioso é que pra mim é sempre a mesma pessoa, essa de quem eu sinto saudade sempre. que é uma coisa maluca de se pensar, num sonho, mas era isso. era essa pessoa aí, que eu sei que existe, mas que quero fingir que não, porque seria incrível demais. e enfim. eu estava mostrando as cartas que ele tinha escrito pra mim. eu tinha um monte de cartas. cada uma delas eram páginas e páginas de declarações de amor, de conversas, de coisas maravilhosas que a gente tinha compartilhado. e eu contava para ela isso, que eu tinha ficado feliz de pelo menos te-lo conhecido. e que nossa história tinha sido mais ou menos assim: a gente tinha se conhecido, se apaixonado, eu tinha brigado com ele - naturalmente - mas voltamos a ficar juntos, porque era assim que era pra ser. e eu chorava no sonho, porque eu morria de saudade dele todos os dias. morria. e continuei contando pra ela que um dia esse homem disse que a hora dele tinha chegado. que ele ia partir. e foi assim. e parecia que já fazia um tempo que eu estava sans mon amour. 

bem. 

eis que ele aparece pra mim. e ele tem o rosto do eduardo palomo, por algum motivo - acho que porque ele precisava ter um rosto e porque antes de dormir eu estava no instagram, sei lá. e ele é apenas maravilhoso. não por ser o eduardo palomo, porque isso é um detalhe que ignorei completamente, mas porque era ele, tinha a energia de uma pessoa que eu amava. e ele me abraça e é uma das coisas mais lindas que eu já experimentei na minha vida inteira. e eu não sei se é uma tristeza pensar que a coisa mais incrível que eu já experimentou aconteceu dentro de um sonho - dentro da minha cabeça - porém foi isso. durou horas aquele abraço, apertado, tão apertado que parecia que nós éramos uma coisa só. eu não queria que aquele abraço terminasse nunca mais, o que eu sentia ali, aquela proteção, o amor, tudo que nós éramos e podíamos ser juntos.
e então eu percebi que na verdade, ele tinha vindo me buscar. que minha hora havia chegado. 
eu ia morrer.

quando nos separamos ele sumiu outra vez e eu fui encontrar minha mãe. quando contei pra ela que ia partir, ela ficou revoltada. dizia que não aceitava a situação. que não era a minha hora e que não ia aceitar que eu partisse. 

e foi isso. eu acordei. 

acordei com uma saudade enorme daquele abraço. 

domingo, 27 de setembro de 2020

quem planta roseiras em um lugar tão estreito?

 eu tenho sonhado uma quantidade de coisas que sópordeus. mas anotar? nem sei o que é isso.

o ultimo de que me lembro foi de ter encontrado o Ringo com o entourage completo (esposa, banda, acho que até o Joe Walsh andava por lá). falei que adorava as músicas dele e ele ficou super animado e me perguntou quais. quando mencionei as músicas do Ringorama e algumas mais recentes ele me olhou intrigado e disse que não conhecia nenhuma e então eu percebi que tinha encontrado com o Sr. Starkey do passado, que ainda não tinha escrito aquelas músicas. aí eu achei uma ótima idéia se a gente encontrasse uns instrumentos musicais e eu mostrasse as músicas pra ele, porque né, porque não fazer um jam com o meu beatle do coração? melhor idéia. aí começamos a excursão pelo mundo do sonho, caminhando sem parar atrás de alguma loja, algum lugar com um violão, um piano, alguma coisa. aí do nada entramos num corredor super estreito cheio de roseiras. e por algum motivo eu estava de saia - coisa que nunca uso. e as roseiras começaram a me espetar, mas tão fundo, que chegavam a me prender. finalmente consegui me libertar e sair daquele corredor e no final ainda disse "nossa, quem é que planta roseiras em um lugar tão estreito?" e essa frase me marcou. filosofia pura, meu bem. 
continuamos na jornada e não achamos loja nenhuma.
ficou por isso mesmo. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

a filha da terra

parei de tomar antidepressivo novamente e meus sonhos estão cada vez mais vívidos e incríveis, longos e estapafúrdios. estou com medo deles e ao mesmo tempo completamente fascinada.

eis que

surge um elixir/remedio/droga que promove o retorno do ser a primeira sensação das experiências que ele tem. e as pessoas piram nisso. PIRAM. todo mundo quer, experimenta, vive nisso loucamente. porque né, quem não quer ter a sensação de uma primeira experiência que ele sabe que foi boa? eis que as pessoas vão pra umas cadeiras, umas espécies de simuladores e ficam lá, sob efeito dessa droga, tendo a experiência.

mas

aos poucos isso sai de controle porque claro. e as pessoas viram escravas disso. e ficam presas em uma outra dimensão. meio que nessa dimensão da experiência. e nessa dimensão, todos os homens tem o mesmo rosto de homem e todas as mulheres tem o mesmo rosto de mulher. nessa dimensão, todo mundo anda em andrajos. e o lugar é super árido, desértico, árvores secas, galhos retorcidos.

presos nessa dimensão esses homens e mulheres começam a buscar pelo "salvador", porque né, vamos buscar Deus. e eles começam a se dividir em grupos e parte acredita que é uma das mulheres que vai salvar todos. outra parte acredita que é um dos homens.

porém

chega um casal (com a mesma face do homem e da mulher de sempre) com uma criança, que é a única criança que existe naquele lugar. e eles dizem que aquela criança nasceu ali naquela dimensão. que ela não é filha de nenhuma daquelas pessoas.
o homem abre um pano que enrolava uma carta e uma adaga, que ele mostra para todos. quando ele começa a ler a carta, por algum motivo eu sei que aquilo já aconteceu, que ele já leu aquela carta antes.
o homem então lê a carta em voz alta: “mestre, aqui está o punhal e dentro dele está a filha da terra que é a salvadora”.

socorro.

pelas lentes da câmera: tedbecca

sonhei com ted lasso . eu estava e não estava lá. observava e as vezes era personagem. essas maluquices de sempre. pois bem.  eis que estava...