noite passada eu sonhei uma coisa muito linda.
eu estava conversando com a minha mãe. falando pra ela que eu sentia muita saudade de um homem. uma saudade que me dilacerava a alma. o curioso é que pra mim é sempre a mesma pessoa, essa de quem eu sinto saudade sempre. que é uma coisa maluca de se pensar, num sonho, mas era isso. era essa pessoa aí, que eu sei que existe, mas que quero fingir que não, porque seria incrível demais. e enfim. eu estava mostrando as cartas que ele tinha escrito pra mim. eu tinha um monte de cartas. cada uma delas eram páginas e páginas de declarações de amor, de conversas, de coisas maravilhosas que a gente tinha compartilhado. e eu contava para ela isso, que eu tinha ficado feliz de pelo menos te-lo conhecido. e que nossa história tinha sido mais ou menos assim: a gente tinha se conhecido, se apaixonado, eu tinha brigado com ele - naturalmente - mas voltamos a ficar juntos, porque era assim que era pra ser. e eu chorava no sonho, porque eu morria de saudade dele todos os dias. morria. e continuei contando pra ela que um dia esse homem disse que a hora dele tinha chegado. que ele ia partir. e foi assim. e parecia que já fazia um tempo que eu estava sans mon amour.
bem.
eis que ele aparece pra mim. e ele tem o rosto do eduardo palomo, por algum motivo - acho que porque ele precisava ter um rosto e porque antes de dormir eu estava no instagram, sei lá. e ele é apenas maravilhoso. não por ser o eduardo palomo, porque isso é um detalhe que ignorei completamente, mas porque era ele, tinha a energia de uma pessoa que eu amava. e ele me abraça e é uma das coisas mais lindas que eu já experimentei na minha vida inteira. e eu não sei se é uma tristeza pensar que a coisa mais incrível que eu já experimentou aconteceu dentro de um sonho - dentro da minha cabeça - porém foi isso. durou horas aquele abraço, apertado, tão apertado que parecia que nós éramos uma coisa só. eu não queria que aquele abraço terminasse nunca mais, o que eu sentia ali, aquela proteção, o amor, tudo que nós éramos e podíamos ser juntos.
e então eu percebi que na verdade, ele tinha vindo me buscar. que minha hora havia chegado.
eu ia morrer.
quando nos separamos ele sumiu outra vez e eu fui encontrar minha mãe. quando contei pra ela que ia partir, ela ficou revoltada. dizia que não aceitava a situação. que não era a minha hora e que não ia aceitar que eu partisse.
e foi isso. eu acordei.
acordei com uma saudade enorme daquele abraço.