Há umas três noites, mais ou menos, eu sonhei que abraçava o Jim Carter. Ou melhor, Charles Carson. Ele estava todo lindo e imponente no seu butler attire, mas sem o casaco, apenas com a camisa. Eu não lembro de muitas coisas do resto do sonho, mas o que mais me marcou foi o abraço. Ele era grande e os braços me enlaçavam de um jeito muito protetor e eu me senti amada, finalmente. Era como abraçar alguém que ama você e que você ama (algo que eu nunca tive, exceto fraternalmente falando). E eu acordei sentindo o calorzinho do corpo dele e aquelas borboletas no estômago, tão gostosas e tão almejadas... Enfim.
A gente se beijou também, mas nesse momento, eu me via de fora. Eu não estava dentro do meu próprio corpo, estava só assistindo. Lembro ter pensado que era uma coisa legal e bonita da qual eu não fazia parte. Eu conseguia ver as costas largas dele e eu quase sumi naquele beijo, mas não o experimentei. O abraço, no entanto, foi o mais real que eu já tive, um dos mais calorosos e verdadeiros. E posso dizer que pensar nele agora me faz sentir um pouquinho do que foi a experiência e fico num misto de completude e vazio por pensar que só senti isso num sonho, numa ilusão.
E o mais engraçado é que mal posso olhar para fotos do Jim/Carson agora sem suspirar um pouquinho.
Que vida cú.
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