Essa semana eu lembrei dos meus sonhos todos os dias. Todos eles, exceto o da noite de hoje, foram pesadelos estranhíssimos, com toda a redundância que essa frase possa ter. Eu não lembro exatamente o conteúdo deles, só coisas desconexas que assustariam até um Chris Carter, mas acho que entendi o motivo de tantos maus sonhos: colchão ruim. Um colchão velho e mole destrói a minha coluna, ocasionando dores tão desagradáveis que eu acordo diversas vezes no meio da noite. O acordar muitas vezes aliado a dor = pesadelos. Ok, essa é a minha teoria.
Agora porque essa noite específica de hoje não me ocasionou sonhos maus? Simples, meus caros. Minha querida mãe comprou um colchão novo para ela, que eu pude usar esta noite. Resultado: um sonho com pinta de fantástico, mas que ainda foi um pouco ruim pelas seqüelas das dores que ainda não desapareceram completamente.
Vamos à ele, graçasadeus.
Eu estava em um local com muita gente. Parecia que íamos todos a uma festa, mas antes haveria um jantar. A sequencia festa não parecia ter conexão alguma com a sequencia jantar exceto a minha presença em ambos. Então ora eu tinha flashes de mim mesma me arrumando para a festa (e procurando especificamente por um sapato que me coubesse), ora eu tinha flashes de um jantar onde todas as pessoas estavam vestidas como se estivessem gravando um filme ou novela de época. Foi então que... ao meu lado estava sentado o Fernando Colunga (um parêntese para aquela expressão de obviedade). Ele tinha os cabelos um pouco mais compridos, num estilo inglês de 1700 e poucos. Enfim, small details. Estávamos no meio de uma conversa super romântica e interessante. Num determinado momento eu falei no ouvido dele: "Yo te amo". Ah, eu falava espanhol nesse sonho.
Ficamos de fofurinhas durante muito tempo. Foi lindo, emocionante e parecia ter preenchido um espaço não ocupado nunca antes.
Acabamos sozinhos em uma sala, e eu sentei no colo dele, de forma que ficasse de frente para ele. Eu podia sentir o little Fer. O que me fez obviamente pensar em sacanagem. ^^ Fomos até o quarto onde anteriormente eu estava me arrumando para a dita festa. E eu dormi.
Acordei e Fernando já não estava mais. Encontrei minha mãe, em algum outro lugar da casa. E perguntei por ele. Não sei se contei que íamos fazer sexo, mas era algo que ambas sabíamos. Ela disse que ele tinha ido e que eles dois haviam feito sexo, instead. Whaaaaaaat? Eu não fiquei brava, though. E acho que foi porque ali não estava a personalidade da minha mãe, mas eu mesma, refletida de alguma outra forma. Enfim.
O que me tirava do sério era na verdade a impossibilidade, mais uma vez. Era o fato de eu ter pegado no sono quando uma coisa importante ia acontecer, ou seja, não ter sido possível por algo que foi culpa minha. E além disso, outra coisa me incomodava: em que circunstâncias eu tinha dormido? Que horas ele foi embora? Será que a gente realmente não fez sexo?
Minha mãe então disse que tinha chegado em casa e estávamos dormindo abraçados. E eu consegui ver a cena. E foi bonito. E isso foi uma espécie de consolo.
And that's it. Back to my sad and no-romantical life.
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